Análise técnica e ambiental do tingimento têxtil com corantes vegetais

  • Mauro Cruz
  • Luana Fraga Delfino Kunz Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Tiago de Morais Faria Novais Universidade do Estado de Minas Gerais

Resumo

Os corantes vegetais foram ao longo do tempo substituídos por corantes sintéticos por serem mais práticos e apresentarem maior estabilidade nas peças. Estes corantes são derivados do petróleo e carvão mineral, extraídos através de processos poluentes e tóxicos, além de serem altamente solúveis em água, sendo liberados junto à grandes quantidades de efluentes gerados. O objetivo deste trabalho é avaliar a viabilidade técnica e ambiental do uso de corantes vegetais selecionados no tingimento de tecidos, analisando parâmetros ambientais do efluente gerado, como pH, turbidez, DBO, DQO e a qualidade do tecido em relação ao tingido industrialmente analisando ainda solidez à fricção e à lavagem e parâmetros de espectrofotometria. Para isso, foram feitos tingimentos utilizando beterraba, repolho roxo e casca de cebola em processo artesanal. As análises de qualidade do tecido demonstraram resultados satisfatórios quanto à brancura, hidrofilia, solidez à lavagem e fricção. Os efluentes apresentaram grande quantidade de matéria orgânica, com valores muito acima do permitido pela Norma Deliberativa COPAM/CERH n.1 de 2008 – Art 29 de Efluentes industriais. Palavras-chave: pigmentos vegetais; indústria têxtil; sustentabilidade.

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Biografia do Autor

Mauro Cruz
Geógrafo formado pela Universidade Federal de Viçosa, Mestre em Engenharia Civil e estudante de doutorado em Engenharia Civil pela mesma instituição. Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais com atuação em disciplinas de graduação e pós graduação relacionadas ao sistema de informação geográfica, geotecnia, saneamento, planejamento urbano e meio ambiente.
Publicado
2019-04-05
Seção
Artigos Originais